Era só uma canção

Finalmente aquela vontade de ganhar o mundo em apenas um final de semana chegou, entrou em meu peito feito flecha, sem chance ao alvo se mover. Foram feitas ligações, a procura do local perfeito, na esperança de achar o olhar que esquentasse o peito. A vontade de uma canção como trilha sonora de um tempo suspenso, casual mas do qual se lembra quando se deita na cama depois.

Na terceira tentativa eu te vi, quando já estava fechando a conta e encerrando com um balanço negativo. De repente, pronto, você sorriu e ficamos a distancia apenas medindo passos, elaborando a aproximação e então aquela canção surgiu, a banda ouviu meus anseios e me guiou na coragem de chegar até você. Eu que sempre me deixei levar, só queria te levar dali, te conhecer e poder sem gritos, te ouvir.

Era só uma canção, a última da noite. A despedida da banda sem bis ou aplausos para um retorno. A última canção da noite, era a nossa canção de uma vida. Você, nos meus braços e aquele sorriso que eu sinto quando você acorda ao meu lado, quando aquece meu pé gélido ou reclama da coberta que não esquenta. E aquele tom suave da tua voz é que me embala na vida, quando sinto o seu sentido percorrer o meu cabelo, e me perco na tua dança.

Era só uma canção, e o amor da minha vida que chegava para me colocar na pista, na trilha certa do alvo que eu queria acertar, o alvo que era meu próprio coração com medo de se apaixona1600x800--lesbische-liefde-7412949-1-eng-gb-deze-11-dingen-gebeuren-altijd-in-films-over-lesbische-liefde-jpgr.

  • Lu Martins
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